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October 28, 2009

October 19, 2009

what am i, but stillness
across night

looking for your tender

self

September 30, 2009

queria deitar-me sobre o teu colo

ser menino outra vez

e

sentir o teu amor

ao perto

September 16, 2009

September 11, 2009

je t'aimerai toujours


cri pour bien-être, et je serai là





September 8, 2009

July 2, 2009

.[o teu rosto iluminado por luzes cândidas de entes estelares]

o teu rosto iluminado por luzes cândidas de entes estelares
grito rasgado de amor e suor
cabelo. denso. por entre dedos ágeis e
corajosos.

que não se ligue à tela que o espectáculo é outro.
ausente daí.
uma mole de amor. enorme.

línguas carregadas, serpenteiam em dança barroca
ninguém sem par. escolha fácil.
tendemos um para o outro
como coisa infinita

não houve manhã escura que não me tivesse morto
com um gume alucinado de cianeto
revivo com cada gota de vida que me dás
e desperto para uma sempiterna manhã plena de luz.


[nota privativa: parabéns a nós]

June 21, 2009

.[padeço de uma patológica solidão]

padeço de uma patológica solidão

só preciso dessas palmas para acalmar a inquietude
não há ninguém
outra

no escuro a quente mordaça foi desfeita pela imperativa vontade de te dizer

amo-te

vejo uma perfeição não divina. tenho essa sorte. tenho-a. tenho-te.

na urgência de te agarrar não faltei a chamada.

precisas destas palmas para acalmar essa inquietude.
um abraço em novelo. nós.
dar-te-ei.

toujours.

aclamado em apoteose por esses palcos ausentes

June 6, 2009

.[há muitas coisas que não vou esquecer]

há muitas coisas que não vou esquecer
imutável no estremecimento do papel enlutado

a luz palpável, tacteante,
em cada contorno do teu rosto.

fada

tu

numa branca e incapacidade de escrever de indizíveis momentos
cadência própria
[concorrem eventos para te ter nos braços.

ocupações prosaicas

forever babe

não me sinto poético

há muitas coisas que não vou esquecer

as crianças de plâncton que navegam pela noite cálida onde sibilam e ciciamos
[amo-te

fada

tu

há muitas coisas que não vou esquecer

não me sinto poético
extasiado numa completude semi-fechada
há espaço para ti não há espaço para mim sem ti

ver a luz incidir nos teus olhos prismas mágicos onde me vejo e tenho como achada promessa

um abraço teu

fada

tu

May 30, 2009

.[digo-te amo-te com a força de mil vulcões]

digo-te amo-te com a força de mil vulcões a inquinarem o sol das àguas morenas
tenho uma revolução em curso memória de ausências na loucura dos
dias quebranto da loucura crocitante

nunca me doeu à noite como agora na distância
das horas e do conforto dos teus pequenos dedos
de fada

trouxeste a redenção e vida
repito ocasos e cenas de tardes quentes
matinés a dois

amo-te com uma certeza indizível

May 26, 2009

.[somos a inexistência do tempo]

somos a inexistência do tempo. da ausência de ter.
luta constante de dor anquilosada na porventura esplêndida. utilizamos o chapéu de triste e olhamos para o lado.

nós somos aqueles vezes dois sapiens.

temos a força de mil braços inertes. erra aquele que teme morrer.

piano afinado ressoa quando dói. erramos. mas não tivemos aulas.

tutor, olha para nós. ajuda-nos reviver a força cá de dentro. tocar melodias de silêncios cristalinos.

diz-me o porquê de tudo assim.

May 25, 2009

.[e na tua boca]

e na tua boca
a certeza do amor
sibilante

como pétalas de metal
sob um suor frio de tumbas
caiadas

na tua boca
um anho que te escuta e pede conforto
opereta triunfante
contente

um padrão de hexágonos tocados
de sémen seco perfeitamente centrado
delírio

de santo enfermo

boca de sol pintada
ávida de conforto e por um
beijo
encontrada pois a dicção correcta

um perene receio
encontra cura
quando na tua boca

nos vemos

e na tua boca
a certeza do infinito

May 18, 2009

.[assalta]

assalta

o medo de perda

o nunca mais nós

isquemia fatal

May 13, 2009

.roque fanqueiro

de que falas tu?
no teu olhar enquanto fumo.

os sexos duros em frenéticos movimentos sob a lâmpada vermelha-cereja incandescente. as bichas roçam-se. dança a Maria e sento-me eu, na ausencia de saída para a dor de não ter os teus lábios junto dos meus em apanhados molhos de salobra melancolia. sento-me eu e dança a Maria. dança a Maria com a Cláudia.
dance me to the end of love, tudo o resto não me mexe. nem a quantidade de etilo presente nas veias. o baile final, ainda está para vir, e no meio de ofegantes melodias, medito no nosso gingar a dois, de mãos dadas sem querer invejar os livros da especialidade.

de que falas tu?
da prosa do teu amor.

haveria de haver modo de curar a tua dor quando aí não estou. de sentires o meu abraço na ausência de toque.
deposito aqui esperança apaixonada-juvenil de que não digas adeus, e um sing me to sleep eterno. que a prosa não se cale nem cesse o tema.
que o outono de abraços cumpra o seu papel triunfante.

de que falas tu?
de um roque fanqueiro apaixonado.

May 4, 2009

[podes ser tragicamente belo quando gostas]

podes ser tragicamente belo quando gostas
as palavras saem com a força de luz gritante
os sabores confundem-se com mel cigano

podes ser tragicamente belo
faz-me feliz o teu sorriso debaixo da lua

queria escrever o quão feliz estou
com rigor. como poeta. como poeta bom.
escrevo por escrever. escrevo porque sim. porque sim.
escrevo na impossibilidade de pular ou tocar contigo
o rasgo do céu.

faz-me feliz o teu sorriso debaixo da lua.
porque não há mais nada a fazer
que não escrever e guardar a memoria de ti,
de nós até à catarse seguinte
do nosso reencontro

May 3, 2009

.pedro+inês

.pedro+inês
/=/nikon.d80/=/nikkor_18.55
eu encontrei a minha.

April 30, 2009

.[nao me suporto neste momento]

nao me suporto neste momento.
o peso dos ossos moídos
em dentes reluzentes
poli-qualquer-tungsténio.

inventam-se tácticas de guerrilha
para tentar sobreviver
sem atrapalhação, ao cobarde ataque
à tua sinceridade.

posto isso, tira-se tudo.
confiança.
um edifício minado, sem escombros.
papel queimado.

faz-se merda e dói tanto.
que desilusão ao abater o inimigo errado.
não se esquece,
quando se mata um menino.